mapa do cais

"Siamo in una fase di transizione… Come sempre." Ennio Flaiano

Wednesday, July 08, 2009

Deixar de fumar



No meu caso, as medidas numero 4 e 15 foram muito eficazes (ciência nórdica, claro).

Monday, July 06, 2009

As vinhas da ira



Ou as vinhas da paixao, sao tantas as voltas do Yarra Valley. Run, rabbit, run.

Thursday, July 02, 2009

Vigiar e punir




P - O que é que propicia essa mudança (na transição do paradigma da aprendizagem para o paradigma da avaliação)? É a globalização? O modo de produção?

- Acho que é absolutamente o modo de produção. O economicismo não é só português, é por toda a Europa. O que significa que os critérios de avaliação que vão transformar essa intuição, essas capacidades, esse acaso que há em nós, e que pode provocar cruzamentos que, de repente, fazem nascer qualquer coisa, vão ser formatados, vão ser avaliados. E como não se pode avaliar isso, as pessoas que vão ser submetidas a essa avaliação vão ser homogeneizadas, o que conduz à morte da singularidade. E isto é muito importante.

O que aconteceu foi, portanto, uma inversão a ordem de subordinação aprendizagem/conteúdos, por um lado, e, por outro lado, a avaliação .Quer dizer que a avaliação multiplicou os seus parâmetros e absorveu o terreno da aprendizagem, de tal maneira que passou a ser o critério que vai definir a aquisição de conhecimentos, os resultados da aprendizagem, etc. Antigamente era o contrário. A avaliação, por um lado, já estava integrada e subordinada à formação do indivíduo e à aquisição de conhecimentos e integrada num, terreno em que se mexia também toda uma série de factores de que nós não podemos ter, felizmente, o controlo. Que são os factores da criação.

P - As utopias políticas do século passado anunciaram um “homem novo”. A avaliação, como a descreve, aponta para um homem com uma postura de subordinação. Qual é o objectivo que está subjacente?

JG - A formação de uma subjectividade adequada às exigências da economia da globalização, da economia que vem aí, cujo eixo principal é o capitalismo, de que nós talvez ainda nem conhecemos as formas. Mas isso parece-me evidente. E o que é mais paradoxal é que nunca se falou tanto em criatividade, em inovação como agora, quando se estão a impor os meios de um controlo para que a inovação, criatividade, desapareçam.

P - Institui-se a avaliação como meio de controlo, como relação de poder?

JG - É uma questão de controlo e uma questão de poder. Isto não vai fazer desaparecer a inovação, não vai fazer desaparecer as grandes descobertas científicas. O que vai fazer é criar um hiato, uma separação cada vez maior. Vai haver uma elite hipercientífica, filosófica não sabe, hiperespecializada, e essa sim poderá inovar.

Para os outros estamos a multiplicar os parâmetros de avaliação, absorvendo essa margem de indeterminação num espaço de controlo cada vez maior. E com isso estamos a acabar precisamente com a experimentação interior, o erro possível, a liberdade interior que é possível e necessária à criação.

Há uma multiplicação extraordinária da extensão da avaliação. Hoje todos somos avaliados. Em tudo. Avalia-se as performances sexuais, as performances desportivas, psíquicas...


Jose Gil em entrevista ao Publico, aqui

Wednesday, July 01, 2009

Casa



Home de Yann Arthus Bertrand, a carbon off film, para ver.

(Re)cycling



È chiaro che la posta in gioco non è solo la ripresa economica, ma la trasformazione del nostro modello socioeconomico. Non dobbiamo solo passare a un’economia della conoscenza: bisogna anche sottrarre alle regole del mercato una parte della vita quotidiana.
Coltivando pomodori per mangiarli. Integrando l’auto con la bicicletta. Lavorando meno e guadagnando meno, ma godendo di più delle cose belle della vita grazie alla nuova ricchezza di tempo disponibile. Prendendosi cura del proprio corpo invece di comprare medicine. Scambiando musica e film in rete invece di pagare canoni medievali ai monopoli corporativi.
Prendendosi cura dei bambini degli altri mentre gli altri si prendono cura dei nostri, approfittando del fatto che molti hanno più tempo libero. Andando a trovare i nostri genitori prima che muoiano di solitudine. E riscoprendo il piacere di una passeggiata al sole, e pazienza se arriviamo tardi.
La verità è che non abbiamo molte alternative. Bisognerà imparare a conciliare gli ultimi rantoli di una vecchia economia irragionevole, gli albori di una nuova economia dell’innovazione e l’espansione di un terzo settore di attività, in cui invece di vivere per pagare il consumo vivremo direttamente la nostra vita, senza intermediazione monetaria. Non è un’utopia, ma un’esperienza variopinta che nasce dalla necessità. Tempi di crisi, tempi di speranza.


Manuel Castells, na Internazionale.

Tuesday, June 30, 2009

Quem me amar virá de comboio



Não gosto muito deste senhor, mas este é um retrato hilariante do Portugal que temos. Só gostava de lhe explicar que a Finlândia é um pais nordico e não escandinavo, mas pode ficar para mais tarde, numa qualquer viagem de TGV. Toda a verdade aqui

Monday, June 29, 2009

A wizzard of Oz



Scott Matthew, There Is An Ocean That Divides And With My Longing I Can Charge It With A Voltage Thats So Violent To Cross It Could Mean Death.

Researching...



Phd Comics, no Times Higher Education.

Sunday, June 28, 2009

No worries















Vamos colocar a coisa da única forma possível: Melbourne é a melhor cidade onde eu já estive. Não conheço o resto da Austrália. Mas aqui, o sorriso e a leveza com que se desliza pelo dia são constantes.
Vejamos: é inverno, mas anda-se de havaianas e t-shirt; tanto se come sushi, como italiano, como malaio, como vietnamita ou tailandes, todos de óptima qualidade/preço; o queen victoria market só é comparável em termos de variedade ao La Boqueria em Barcelona, e ainda assim, sai a ganhar, que na Oceania sopram os ventos da Ásia que trazem maior exotismo à ementa; a Universidade está cheia de Machintoshs; aos Domingos tudo está aberto, e as ruas ainda mais animadas que habitualmente; a St Kildas Beach é a promessa hippie das boas ondas e da descontracção; as lojas de roupa alternam entre sonic youth e clap your hands say yeah, e estamos em época de saldos; os edificios execedem-se em altura e excentricidade, o ACMI é só um exemplo; e de graça, dá-se a volta à cidade num electrico-carrousel.
Diz-se de Melbourne que é uma cidade europeia; mas eu sinto-me num filme americano independente, onde há garrafas de vinho às horas que eu quero e as pessoas respondem "no worries".
Não sei a vida pode ser melhor que isto. Mas já não me preocupo.